sexta-feira, 15 de abril de 2016

#12




Nunca gostei de me imaginar como uma protagonista de um anime ou algo do tipo, sempre pensei que minha vida é parada como a de uma figurante qualquer. Não achava que mereço ter um roteiro intrigante, reviravoltas ou um romance e tanto como acontece em ficção, onde tudo é perfeito.
Mas no fundo eu queria ser perfeita. Ou no mínimo ter uma vida perfeita. Uma vida que não me fizesse chorar após sorrir, feita de superficialidades que me distrairiam e impediriam as lágrimas de caírem. Eu só queria ser como eles, com suas vidas sociais agitadas, suas notas sempre facilitadas, seus grupos de amigos, seus interesses... 
Se eu fosse assim, não seria eu, seria qualquer um. Tenho medo de até que ponto eu levo isso à sério. Isso que aliás, é uma desistência dos desafios que eu mesma decidi seguir, e eu já sabia que isso iria acontecer. Já sabia que iria chorar até os olhos doerem. Só não sabia, e não sei ainda, até onde eu aguento.
Minha motivação de me reerguer e tentar novamente parece estar se esvaindo a cada dia ao mesmo tempo que a vontade de viver aumenta muito nos poucos momentos felizes, o que não necessariamente significa uma neutralização destes fatores. É como se nada estivesse ponderado, como se ninguém pudesse medir as consequências, nem eu,
Cada palavra é escrita com hesitação, porque é um puta egoísmo pensar desse jeito, que o mundo gira ao redor do meu umbigo e que todo mundo me faz de trouxa, contudo não consegui evitar escrever o quanto eu estou confusa de tudo.
Devido aos outros que sempre vão embora? Devido à felicidade que eles têm que de vez em quando me entristece? Não, devido à minha própria estupidez que não descansa até que eu durma e não mantenha contato social.
A única coisa que me faz levantar da cama todos os dias e ir sobreviver é Deus, e eu espero que esta minha confiança nele dure por tempo o suficiente até eu ter certeza do que quero e souber como executar estas escolhas.
Eu não me encaixo, eu não sou o suficiente, eu não estou me esforçando, eu nem sequer mereço. Mas eu continuo aqui.

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