domingo, 10 de abril de 2016

#11

  






 Não preciso pensar, formular ou imaginar nada agora. Chego ao ponto que é irreconhecível quem me chamei há eras atras. Assim que tais visões insistiram em adentrar, partes do que houvera antes se dissipou. 
 Irei eu conseguir apagar o futuro também? Se tivesse perguntado neste exato momento, teria sido mais sábio ter acabado no presente. 
 Avistado por entre espaços, o que possui forma já foi uniforme. 
 Observei aquele que gradualmente come e consome e destrói.  Espalhar a sabedoria, do que adiantaria?  Ao observar a perdição avisto espelhos, não direi que tais estão perdidos, a falta de rumo me trouxe aqui. 
 Aquele momento declarei ser apto de ao menos preservar o resto de consciência que resguardo com tanto furor. O tempo que ainda tenho não é relativo, posso tocá-lo. 
 O incansável e interminável impulso de visitar o abismo. O que esperaria o final dele? Jamais visto e tocado. Teria liberdade em repouso ou uma prisão que sobe ao chão?
 Se pudesse andar iria conhecer o que me aguarda. 
Tomaria por perdida esta luta, esta guerra. Por comparar a vida a guerra, esqueci-me de que meus escudos permanecem do lado de fora.

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